10.01.2026 às 07:29 - Atualizada em 10.01.2026 às 08:17
Redação Correio Correio do Estado
As exportações brasileiras de ovos encerraram 2025 com recordes em volume e receita, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Considerando ovos in natura e produtos processados, os embarques somaram 40 894 toneladas ao longo do ano, crescimento de 121,4% em relação a 2024, quando foram exportadas 18.469 toneladas.
A receita cambial também alcançou o maior nível da série histórica, totalizando US$ 97,240 milhões em 2025, avanço de 147,5% na comparação anual. Em 2024, o setor havia registrado US$ 39,282 milhões em vendas externas.
Entre os principais destinos das exportações brasileiras de ovos em 2025, os Estados Unidos lideraram em volume acumulado, com 19 597 toneladas, um salto de 826,7% sobre o total do ano anterior.
Na sequência aparecem Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%)
No recorte mensal, dezembro manteve o desempenho positivo do restante de 2025. Os embarques atingiram 2.257 toneladas, alta de 9,9% ante igual mês de 2024. Em valor, as exportações renderam US$ 5,110 milhões, crescimento de 18,4% na mesma base de comparação.
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho do ano refletiu mudanças importantes na dinâmica dos mercados compradores. "O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço.
Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano", afirmou, em nota.
"Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor", acrescentou. Segundo a ABPA, a expectativa é de manutenção do fluxo exportador em níveis positivos ao longo de 2026.
"Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno", concluiu Santin.
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