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Notícias / Saúde

09.01.2026 às 07:31

Saúde receberá R$ 20 milhões para compra de medicamentos em Campo Grande

Senadora Tereza Cristina anunciou o recurso e secretário disse que será para atenção primária e média e alta complexidade.

Redação Correio Correio do Estado

Campo Grande deve receber R$ 20 milhões que serão investidos na Saúde. A verba foi anunciada nesta pela senadora Tereza Cristina (PP), enquanto a destinação foi informada pelo secretário de Saúde, Marcelo Vilela, que tomou posse oficialmente nesta quinta-feira (8) como secretário municipal da Pasta.

 

Segundo a senadora, a verba já está empenhada e parte deve ser usada para a compra de medicamentos. Marcelo Vilela disse que parte do dinheiro é de indicação para a atenção primária e parte para a média e alta complexidade, sem detalhar qual o montante para cada área.

 

O secretário, que assumiu a Pasta quatro meses após a queda da então titular da Pasta, Rosana Leite de Melo, em 30 de dezembro, disse ainda que os principais desafios encontrados apontado por pacientes, são a demora no atendimento e a falta de medicamentos, e garantiu que ambos já estão em fase de regularização. 

 

 

Conforme o secretário, a compra de remédios já foi iniciada e 80% dos medicamentos já estão no almoxarifado, enquanto outros insumos "estão chegando" para regularização nas unidades de saúde.

 

Já sobre a demora no atendimento, ele afirma é um problema multifatorial, sendo o principal deles a procura em unidades "erradas".

 

"A maioria dos pacientes vai atrás de acesso mais fácil nas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento]. Temos 10 e, nessas dez, a pessoa acha que é o atendimento mais fácil, mas entra em uma classificação de risco e quando é azul ou verde, vai ficar esperando mais. Se for nos hospitais privados, acontece a mesma coisa, o paciente precisa de acesso que é na atenção primária, que resolve 70% dos problemas das UPAs", explicou.

 

Ele acrescenta que essa organização precisa ser implementada e estratégias serão feitas ao longo do ano para conscientizar a população a não procurar atendimento de urgência e emergência em casos de menor gravidade.

 

Na posse, Vilela afirmou também que sobre a denúncia de pacientes da falta de médicos nas unidades de saúde, há estratégias que serão implementadas ao longo do ano para diminuir o problema, sem detalhar quais.

 

"Hoje os nossos colegas [médicos] ficam sobrecarregados e a demanda fica muito alta. Se tirar a demanda alta da UPA, vai melhorar a qualidade do atendimento, temos o prontuário eletrônico que ajuda a organizar, mas existem outras estratégias que a gente vai implementar para até o fim do ano diminuir esse problema.

 

Ele volta a falar que a demanda nas UPAs de pacientes que não são de urgência e emergência gera uma espera maior, que causa "aflição" no paciente e recai sobre os profissionais. "Médicos são trabalhadores e a gente precisa organizar para não sentirem tanto a cobrança da sociedade".

 

Por fim, sobre a situação da Santa Casa, onde houve paralisação de alguns atendimentos sob alegação da falta de repasse da Prefeitura e Governo do Estado, o secretário explica que um acordo foi feito antes que ele assumisse a secretaria.

 

"A Santa Casa sempre foi uma parceira, a gente tem que reconhecer, mas, ao mesmo tempo, nós como gestores de saúde precisamos saber como está sendo utilizado o recurso. Estive com doutora Alir Terra [presidente da Santa Casa] e vamos voltar a conversar, o Estado também está com a gente", se limitou a comentar.

 

No entanto, ele afirma que parte da sobrecarga vem de dois principais fatores, sendo o não funcionamento eficaz da atenção primária e os pacientes do interior que buscam atendimento na Capital, gerando falta de leitos.

 

"É um desafio, porque quando faz levantamento, passa de 1,4 milhão de pacientes, a conta não fecha, mas é porque as pessoas não têm acesso lá [no interior] e vem para cá [Capital], mas temos um projeto de regionalização muito importante que o Estado está fazendo para, assim, diminuir o atendimento em Campo Grande", concluiu.

 

Posse

 

Além de Marcelo Vilela na Secretaria de Saúde, em solenidade realizada no Teatro do Paço Municipal, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, oficializou também a posse do novo comando das pastas de Governo e Fazenda.

 

Na Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulisses da Silva Rocha que já exerce a função desde novembro, continuará na função. Para a Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento (Sefaz), foi empossado Isaac José Araújo, no lugar de Márcia Hokama, que pediu exoneração após licença médica.

 

A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, incluindo a senadora Tereza Cristina, que, além da liberação de R$ 20 milhões para a saúde, destacou outros cerca de R$ 90 milhões para a execução do viaduto da “Coca-Cola”.

 


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