10.11.2025 às 07:22
MS Urgente Redação
Uma economia sólida, em ritmo acelerado de expansão, com projeção de alcançar 5% de crescimento do PIB em 2025 - um dos maiores índices do país - impulsionada principalmente pelo desempenho extraordinário do PIB agropecuário, que avançou 17,2%. Os dados reforçam o quanto Mato Grosso do Sul está avançando e evidenciam o papel crucial do agronegócio nesse resultado. Mas surgem as perguntas inevitáveis: como o Estado alcançou tal desempenho? E, sobretudo, preservou o meio ambiente neste processo?
Essas respostas serão apresentadas ao mundo nas próximas duas semanas, em Belém (PA), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30. O evento reúne autoridades globais, e Mato Grosso do Sul marca presença em diversos painéis. Entre os principais representantes estão o governador Eduardo Riedel, o secretário Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento) e o adjunto Artur Falcette.
A experiência do Estado em conciliar um avanço econômico incontestável — responsável pela geração de empregos, pela ampliação da renda e pelo fortalecimento do mercado interno - com ações efetivas de conservação ambiental tem atraído atenção internacional. Além de proteger sua flora e fauna, Mato Grosso do Sul lidera iniciativas pioneiras de balanço de carbono, estratégia que visa neutralizar as emissões de gases de efeito estufa produzidas regionalmente.
O programa MS Carbono Neutro 2026 é a principal âncora dessa agenda. Trata-se de um plano abrangente, que orienta todas as políticas públicas relacionadas ao meio ambiente e à produção econômica. A meta é clara: permitir que o Estado continue crescendo econômica e socialmente, sem elevar suas emissões. Isso se dará por meio de técnicas de retenção de carbono e ganho de eficiência produtiva.
Em setembro, o Estado sediou a Pré-COP30 Bioma Pantanal, reforçando sua liderança na pauta ambiental e antecipando debates estratégicos que agora chegam ao palco global.
Agrizone: o trabalho de MS apresentado ao mundo
As iniciativas de referência em agropecuária de baixa emissão de carbono estarão expostas no espaço Agrizone, organizado pela Embrapa. Na quinta-feira (13), o governador Riedel e o secretário Verruck detalharão a governança ambiental e os mecanismos de desenvolvimento sustentável adotados pelo governo, incluindo metas, desafios e resultados.
Entre os dados a serem apresentados está o crescimento de 500% na área florestal plantada em apenas uma década. Esse avanço, aliado a políticas estáveis e segurança jurídica, atraiu mais de R$ 70 bilhões em investimentos privados, consolidando Mato Grosso do Sul como o maior polo de celulose do país.
Outro exemplo é o estímulo aos chamados “investimentos verdes”. A linha FCO Verde, voltada a projetos sustentáveis, aplicou R$ 360 milhões entre 2019 e 2024, fortalecendo a agricultura de baixo carbono.
Essas e outras ações formam um ecossistema robusto, sustentado por base científica, incentivos fiscais, linhas de crédito, políticas públicas estruturantes e integração entre governo, universidades, institutos de pesquisa e setor produtivo.
Além da Agrizone, Riedel participará na quinta-feira de um painel na Green Zone da Abema, onde discutirá a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e o papel dos estados em sua execução. Paralelamente, Verruck integra o painel “Inovação e Inteligência Ambiental: Tecnologia a Serviço da Sustentabilidade”.
Na quarta-feira (12), o governador conduz um painel no Espaço FNP, destacando a importância da atuação dos governos subnacionais - prefeituras e estados - nas negociações climáticas internacionais, garantindo que tenham voz ativa no debate global.
Na sexta-feira (14), o secretário Jaime Verruck apresenta o programa de PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) na Casa da Biodiversidade e Clima, instalada pela Abema no ITV (Instituto Tecnológico do Vale), em Belém. Ele demonstrará como o incentivo financeiro pode induzir mudanças reais de comportamento rumo à sustentabilidade.
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