02.10.2025 às 08:08 - Atualizada em 03.10.2025 às 09:18
MS Urgente Redação
Campo Grande deu início, nesta semana, ao primeiro censo específico voltado à população em situação de rua. A iniciativa é da Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, em parceria com a Defensoria Pública e a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos. A força-tarefa busca mapear e georreferenciar essa população, oferecendo dados concretos para a construção de políticas públicas mais eficazes.
O trabalho de campo mobilizou 32 equipes, com 96 profissionais divididos nas sete regiões da Capital. A contagem simultânea teve apoio de equipes que já atuam diariamente nas ruas, como a Assistência Social e o Consultório na Rua, além de levantamento paralelo em unidades de acolhimento — Centro POP, UAIFA, hospitais, UPAs, CAPS, casas de passagem e até no Terminal Rodoviário.
“Esse levantamento é fundamental para que nossas ações sejam eficazes e possam orientar futuras políticas, levando qualidade de vida a essa população”, afirmou a secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento.
A secretária estadual Patrícia Cozzolino reforçou a importância do trabalho: “Os dados coletados servirão de subsídio para novas políticas e adequação dos programas sociais e benefícios já existentes”.
O censo não se limita à contagem. As próximas fases incluem aplicação de questionários, levantamento sociodemográfico, análise étnico-social e cruzamento de dados. O processo, que envolve Prefeitura, Governo do Estado, Defensoria Pública, Ministério Público, IBGE e organizações da sociedade civil, deve ser concluído até dezembro.
De acordo com o gerente de Proteção Social para a População em Situação de Rua, Thiago Ribeiro, o levantamento pretende superar limitações dos registros atuais, como o Cadastro Único e o RMA (Registro Mensal de Atendimento). “O Censo fornecerá um dado mais próximo da realidade, já que todas as regiões da Capital foram mapeadas”, explicou.
Para a defensora pública Thaisa Raquel Medeiros, o trabalho coletivo é o ponto central da ação: “A intenção é evitar que pessoas cheguem às ruas, criar condições para que aquelas que já estão consigam sair e assegurar dignidade a quem permanecer”.