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Notícias / Educação

13.08.2025 às 10:02

Em 6 meses, proibição de celular em escolas de MS elevou notas e disciplina

Em 233 unidades, o comportamento social dos estudantes melhorou em convivência, interação e concentração

Por Lucia Morel Campo Grande News

Segundo diretores de escolas estaduais em Mato Grosso do Sul, os alunos estão mais concentrados e disciplinados após a implantação da Lei Federal 15.100/2025, que proibiu o uso de celulares nas unidades de ensino em todo o Brasil. As notas, segundo a pesquisa da SED (Secretaria de Estado de Educação), também aumentaram.

“Então, as escolas apresentaram, no final do primeiro semestre, a melhor nota média da história da rede estadual. Superamos a média 7,0 para a rede, o que é histórico e creditamos parte desse desempenho também à restrição ao uso de celulares”, disse o secretário estadual de Educação, Hélio Daher.

Os dados são de uma pesquisa que a SED fez em 342 escolas, diretamente com os diretores. Dessas unidades, em 233 (68,1%), o comportamento social dos estudantes melhorou em termos de convivência, interação e disciplina. Outras 102 escolas relataram ter sentido uma leve melhora nesse quesito; 14 não identificaram melhora e apenas quatro disseram que o impacto foi negativo.

Daher ressalta que a SED pretende estender o levantamento para professores e alunos. “A gente teve uma preocupação imediata de buscar junto aos gestores escolares o seu entendimento com relação aos impactos. O próximo passo, naturalmente, é fazer uma escuta junto aos grêmios escolares”, definiu.

O secretário explica que esse impacto positivo se demonstra também na socialização dos estudantes. “A gente percebeu que com base nessa socialização, cria-se um ambiente mais harmônico, cria-se um ambiente de mais amizade, de mais interação entre os estudantes. Isso, naturalmente, gera uma diminuição dos conflitos”, analisa.


Outro dado é que, em 10 escolas, os diretores não notaram mudança significativa no ensino-aprendizagem, como maior concentração e engajamento nas aulas. “É um recorte pequeno, mas, obviamente que com base nessa pesquisa, a gente vai procurar nessas 10 unidades o motivo pelo qual eles não entenderam que houve melhora”, pontuou.

Levantamento - Entre as outras perguntas feitas aos diretores, a secretaria quis saber a reação dos estudantes à restrição. Em 196 estabelecimentos, os gestores disseram que houve resistência inicial, mas com posterior melhora. Em 97, a reação foi positiva e em 49 houve certa resistência.

Outro dado é que, na maioria das escolas (277), os aparelhos ficam desligados nas mochilas dos alunos; em 29, não há controle definido; em 20, são recolhidos e armazenados até o encerramento das aulas; e em oito, os celulares são guardados em armários individuais.

No quesito ensino-aprendizagem, foi identificado aumento na concentração e no engajamento nas aulas em 211 estabelecimentos; 124 identificaram leve melhora e em 10, como já citado, os diretores disseram que não houve mudança.

A reportagem procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para saber se há levantamento semelhante, mas a resposta foi que o impacto ainda não foi analisado

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