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Notícias / Mundo

29.09.2026 às 14:23

Homem que ficou 40 anos no corredor da morte é libertado após análise de DNA nos EUA

Douglas Carter estava preso desde 1985, acusado de assassinar Eva Olesen, tia de uma chefe de polícia.

Redação Midiamax

Um homem de 71 anos foi libertado nesta segunda-feira (28) após passar mais de 40 anos no corredor da morte em uma prisão em Utah, nos Estados Unidos. O caso ocorreu após um exame de DNA apontar que seu material genético não corresponde ao encontrado na cena do crime.

Douglas Stewart Carter estava na cadeia desde 1985 pelo assassinato de Eva Olesen, tia de uma chefe de polícia. Carter deixou a prisão e terá de usar uma tornozeleira eletrônica com GPS até o próximo julgamento.

Uma análise de DNA recebida pela Justiça no dia 22 de setembro excluiu o acusado como possível correspondência ao sangue encontrado em uma maçaneta e ao material genético localizado no cabo da faca usada no assassinato.

Carter deixou a prisão no fim da noite, vestindo camisa branca e calças de moletom cinza. Ao lado dele, seu filho, Tyler, empurrava um carrinho com travesseiros, cobertores e pertences pessoais de Carter.

Ele não concedeu entrevistas a jornalistas que aguardavam do lado de fora da prisão. Um juiz proibiu Carter de ter qualquer contato com a família de Olesen, que condenou a decisão do juiz.

Douglas Carter foi condenado por júri popular com base na confissão e no depoimento de duas testemunhas que disseram tê-lo ouvido se gabar de ter matado Olesen. Em 2011, essas testemunhas relataram que foram instruídas a mentir no tribunal. Elas também alegaram ter recebido dinheiro e presentes da polícia, que as orientou a não revelar os pagamentos.

A defesa de Carter agora trabalha para buscar o arquivamento da acusação de homicídio qualificado que ainda pesa contra ele.


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