Campo Grande / MS Sábado, 18 de Abril de 2026

Escolha sua cidade

Campo Grande Água Clara Alcinópolis Amambai Anastácio Anaurilândia Angélica Antônio João Aparecida do Taboado Aquidauana Aral Moreira Bandeirantes Bataguassu Batayporã Bela Vista Bodoquena Bonito Brasilândia Caarapó Camapuã Caracol Cassilândia Chapadão do Sul Corguinho Coronel Sapucaia Corumbá Costa Rica Coxim Deodápolis Dois Irmão do Buriti Douradina Dourados Eldorado Fátima do Sul Figueirão Glória de Dourados Guia Lopes da Laguna Iguatemi Inocência Itaporã Itaquiraí Ivinhema Japorã Jaraguari Jardim Jateí Juti Ladário Laguna Carapã Maracaju Miranda Mundo Novo Naviraí Nioaque Nova Alvorada do Sul Nova Andradina Novo Horizonte do Sul Paraíso das Águas Paranaíba Paranhos Pedro Gomes Ponta Porã Porto Murtinho Ribas do Rio Pardo Rio Brilhante Rio Negro Rio Verde de Mato Grosso Rochedo Santa Rita do Pardo São Gabriel do Oeste Selvíria Sete Quedas Sidrolândia Sonora Tacuru Taquarussu Terenos Três Lagoas Vicentina

Notícias / Brasil

07.04.2026 às 15:24

Governo assina protocolo que fortalece investigação de crimes contra jornalistas

A iniciativa estabelece parâmetros técnicos para a atuação policial em casos de violência contra profissionais da imprensa.

Redação Midiamax

O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou, nesta terça-feira (7), a criação do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais. A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, coincidiu com a celebração do Dia do Jornalista e reuniu ministros, secretários e representantes da sociedade civil.

A iniciativa estabelece parâmetros técnicos para a atuação policial em casos de violência contra profissionais da imprensa. O objetivo é garantir que as investigações considerem o contexto e a motivação do crime em relação ao exercício da atividade jornalística.

Eixos de atuação

O novo dispositivo está estruturado em quatro pilares fundamentais para aprimorar a resposta estatal.

O documento inclui a garantia de segurança à vítima e a seus familiares; foco na autoria e nexo causal com a profissão para combater a impunidade; atenção especial à dimensão digital dos materiais colhidos, além de tratamento humanizado de testemunhas e respeito ao sigilo da fonte.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a medida busca retirar a violência contra a categoria da invisibilidade estatística.

“Tratar a violência contra jornalistas e comunicadores não como estatística, mas como o que ela é, uma agressão direta ao coração da democracia”, afirmou.

Diagnóstico da violência

Durante o evento, foram apresentados dados que fundamentam a necessidade do protocolo.

Um levantamento do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) identificou 64 homicídios de profissionais de imprensa entre 1985 e 2018.

Já a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) registrou cerca de 1.400 casos de violência entre os anos de 2019 e 2022.

Guilherme Ferreira Duarte Barbosa, representante da organização Repórteres Sem Fronteiras, ressaltou que ataques a comunicadores afetam o direito coletivo à informação.

“Crimes contra jornalistas não são crimes comuns. Quando um jornalista é ameaçado, agredido ou assassinado por causa do seu trabalho, não é apenas uma pessoa que está sendo atacada. É o direito da sociedade à informação”, pontuou.


Comentários
informe o texto a ser procurado
Voltar ao topo