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02.03.2026 às 09:41 - Atualizada em 02.03.2026 às 09:56

Movimentação de cargas na hidrovia do Rio Paraguai quase triplica em 2025

Minério de ferro está na liderança na mercadoria transportada do País e cenário é semelhante para MS.

Redação Correio do Estado

O minério de ferro fechou o 16º ano seguido como a principal mercadoria exportada por peso bruto, conforme balanço divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) neste mês.

A movimentação portuária em Mato Grosso do Sul traduziu esse contexto nacional e o minério de ferro extraído de Corumbá representou 92% do total transportado, equivalente a 8,8 milhões de toneladas. A movimentação portuária no Estado segue em crescimento, 185,05% em relação a 2024.

Esses indicadores foram registrados mesmo com resistências encontradas na estrutura da navegação da Hidrovia Paraguai.

Ainda com pontos que dificultaram o transporte de cargas ao longo de todo o ano, o crescimento registrado pela Antaq é o maior em cinco anos de dados disponibilizados para pesquisa no Painel Estatístico Aquaviário.

Como o modal aquaviário vem mostrando aumento de carga transportada de forma geral, o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, pontuou que o modelo estatístico disponível atualmente vem ajudando a fortalecer políticas públicas.

“É mais um recorde no setor aquaviário. Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do País e da atuação da Antaq. Ao divulgar esses números, a Agência reforça seu papel técnico de fornecer informações úteis e confiáveis para que o setor privado possa planejar e tomar as melhores decisões”, defendeu Dias.

A agência está envolvida diretamente no processo para viabilizar a concessão da hidrovia Paraguai, em conjunto com o Ministério dos Portos e Aeroportos.

Atualmente, essa análise da primeira concessão de hidrovia do Brasil está tramitando no Tribunal de Contas da União (TCU), com suspensão de análise em curso por tempo indeterminado. A proposta desse projeto é garantir um calado operacional de 3 metros em períodos de cheia, enquanto na estiagem ficaria em 2 metros.

O nível de 1,5 m é considerado o mínimo no Rio Paraguai para operacionalização comercial. Na região de Corumbá, esse nível enfrenta diferentes desafios para ser mantido em períodos que podem ir entre setembro a fevereiro. Neste ano, por exemplo, o nível da régua na Marinha, em Ladário, esteve em 1,1 m na terça-feira.

Justamente por conta da escalada de crescimento na movimentação de cabotagem, e isso inclui o transporte aquaviário em Mato Grosso do Sul, e perspectiva de continuidade nesse aumento, o governo federal confirmou em fevereiro que vai antecipar o pedido de licenciamento ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para tentar sinalizar à iniciativa privada que está empenhada em ampliar o uso na movimentação em torno de um corredor logístico.

“Antecipação do licenciamento ambiental da hidrovia do Rio Paraguai perante o Ibama é uma medida para dar previsibilidade ao projeto e reduzir riscos do leilão ao mesmo tempo no cenário internacional, especialmente com o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. Isso reforça a importância dessa hidrovia como corredor logístico competitivo, capaz de absorver um aumento relevante no fluxo de cargas com menor custo e menor impacto ambiental”, sugeriu o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Otto Luiz Burlier, em entrevista concedida ao site especializado BE News, no dia 10 de fevereiro.

TRANSPORTE

Em janeiro deste ano, o Uruguai destacou o volume transportado de minério de ferro com origem em Corumbá e transportado pela LHG Mining, mineradora que pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista e que opera no Pantanal.

Dados parciais do país vizinho mostraram que 6,654 milhões de toneladas já tinham sido movimentados em 2025, nos terminais Navios South American Logistics, em Nueva Palmira e Punta del Arenal. O porto Punta de Arenal fica no quilômetro 27 do Rio Uruguai e também é operado pela LHG Mining.

Desse total exportado via Uruguai, 80% da carga foi endereçada para a Ásia, principalmente na China. Também houve destinos para a Europa, informou o site especializado em exportação Altamar News.


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