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Notícias / Política

03.02.2026 às 16:40

‘Contenção de gastos segue em 2026 até que se tenha clareza de momento fiscal’, diz Riedel

Governador apresentou balanço de resultado em sessão que abriu agenda legislativa para 2026.

Vinicios Araujo, Renata Volpe Midiamax

O governador Eduardo Riedel (PP) garantiu que a política de contenção de gastos, implementada no último ano, seguirá em vigor em Mato Grosso do Sul ao longo de 2026. Durante coletiva de imprensa na abertura dos trabalhos da Alems (Assembleia Legislativa de MS) nesta terça-feira (3), o chefe do Executivo Estadual reiterou que a austeridade é uma diretriz central para a manutenção da capacidade de investimento e do equilíbrio das contas públicas.

 

De acordo com o governador, a medida é uma resposta necessária às incertezas do cenário econômico e à queda de receitas específicas.

 

“A responsabilidade fiscal, ela é premissa do governo. Tem diferentes situações que a gente vê entre os estados e o próprio governo federal. A gente adota isso como inegociável. Então, o que ocorreu ano passado, de contenção de gastos, vai continuar ocorrendo esse ano até que a gente tenha clareza desse momento fiscal”, declarou.

 

Equilíbrio e recomposição de receitas

 

Mesmo com a perda de mais de R$ 1 bilhão em arrecadação decorrente da redução na importação do gás boliviano, o estado encerrou o último exercício com a classificação CAPAG-B, que atesta a capacidade de pagamento do ente federativo. Para mitigar esse impacto, o governo articulou a transferência de empresas do setor de gás para o território sul-mato-grossense.

 

Riedel destacou que o apoio da Assembleia Legislativa na autorização de empréstimos foi estratégico para desvincular o custeio da máquina pública dos recursos destinados à infraestrutura.

 

“A gente não pode perder a capacidade de investimento, a gente não pode perder qualidade da política pública e, nesse sentido, a Assembleia foi determinante ao autorizar ao governo alguns empréstimos para investimento, porque nós estamos de olho no custeio, nessa estruturação”, explicou o governador.

 

Defesa da queda dos juros

 

Ao analisar o panorama nacional, Eduardo Riedel associou o crescimento econômico do país e de Mato Grosso do Sul à necessidade de redução das taxas de juros. Para o governador, o patamar atual da taxa Selic é um entrave ao setor produtivo e ao crescimento real.

 

“A gente acredita que, para o Brasil reagir mais forte, e Mato Grosso do Sul está dentro desse contexto, a gente precisa diminuir juros. E juros é consequência da atividade econômica de governos”, pontuou. Segundo ele, o equilíbrio macroeconômico deve ser a prioridade nacional para permitir o “destravamento do crescimento e não capital especulativo”.

 

Balanço de governo

 

Durante a solenidade de abertura da agenda legislativa para 2026, Riedel prestou contas em discurso de quase 30 minutos a parlamentares, autoridades e público presente no plenário Julio Maia.

 

A fala pautou a “pacificação política” e o pragmatismo administrativo. O chefe do Executivo apresentou um balanço que posiciona o Estado como um dos líderes nacionais em indicadores sociais e econômicos.

 

Riedel agradeceu explicitamente à bancada federal, ao Judiciário e, especialmente, ao Governo Federal, destacando que “a relação republicana com o presidente Lula” superou diferenças ideológicas em favor de projetos estruturantes.

 

“Não posso deixar de fazer justiça ao Governo Federal, presente em inúmeros e diferentes projetos em produtiva parceria com o nosso Estado de Mato Grosso do Sul. Mesmo sendo o presidente Lula, um opositor ao meu campo político e ao campo deste governo, agimos com sabedoria e imparcialidade em prol da nossa gente. Ainda assim, soubemos superar nossas eventuais diferenças para construir, lado a lado, uma relação franca, respeitosa e republicana, guiados sempre pelo interesse público e pelas justas reivindicações de Mato Grosso do Sul”, frisou.

 

Desempenho econômico e social

Riedel destacou que Mato Grosso do Sul vive um cenário de pleno emprego, com a menor taxa de desocupação da história (2,9%) e a oitava maior renda média do país (R$ 3.469). Ele mencionou também a atração de R$ 80 bilhões em capital privado nos últimos dois anos e a redução da pobreza extrema para 1,6%, com a meta de erradicação até o fim do mandato.

 

No tema da carga tributária, o governador destacou a manutenção da menor alíquota modal de ICMS do país e redução de 10% na carga tributária geral, mesmo diante da queda de receita do gás boliviano. Na educação, Riedel celebrou o maior salário para professores concursados do Brasil e a expansão do ensino em tempo integral para 62% da rede estadual. Os índices de abandono escolar caíram drasticamente para 0,09%.

 

Na saúde, o chefe do Executivo apontou foco na regionalização. Ele destacou o aumento de um para quatro hospitais regionais em operação e a implementação da regulação unificada entre Estado e municípios (Campo Grande, Dourados e Três Lagoas).

 

O Estado, segundo o governador, também atingiu 75% de cobertura em saneamento, mantendo a meta de universalização para 2028, o que o tornaria o primeiro do país a alcançar o índice.

 

Infraestrutura e Rota Bioceânica

 

O balanço de obras projeta a entrega de 855 km de rodovias pavimentadas e 599 km restauradas até o fim de 2026, totalizando R$ 4 bilhões em investimentos diretos. Riedel também citou a Rota da Celulose, cuja concessão que garante R$ 10 bilhões em investimentos foi assinada ontem (2), na sede da Governadoria.

 

O avanço da Rota Bioceânica e o leilão da ferrovia Malha Oeste foram citados como pilares da competitividade estadual. Além disso, o ponto central do discurso foi o apoio direto às prefeituras.

 

Riedel destacou que o Estado assumiu a gestão de 8,2 mil alunos da rede básica que eram de responsabilidade municipal, permitindo que os prefeitos redirecionem recursos para abrir novas vagas em creches e na educação infantil.

 


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